No post
anterior descrevi as forças internas que compõem o governo
Bolsonaro. Agora pretendo demonstrar como algumas dessas correntes,
que tentam direcioná-lo, já se manifestaram e provocaram embates
públicos que as evidenciaram.
A
corrente liberal do governo sempre demonstrou que a redução do
Estado, as privatizações, o equilíbrio fiscal, entre outras
medidas, serão seu norte. No que tange a este último ponto, a
equipe segue o mantra da Reforma da Previdência. A corrente liberal
quer (ou repete o discurso) em que a Reforma seria para todos
setores, mas os verde-oliva e os judicialistas não querem ser
incluídos.
Os conservadores (nova direita) na pessoa do Olavo de Carvalho não aceitam o contato dos deputados do PSL (seus próprios "discípulos") com os comunistas durante a viagem a China. Eis um caso emblemático.
Na ala cristã, causou-se um mal-estar com indicação da ministra Damares Alves. Magno Malta acreditava que seria agraciado com um cargo de primeiro escalão no governo Bolsonaro.
A ala verde-oliva, depois de negar relação com o caso Queiroz, agora está demonstrando que não aceitará desarranjos no governo e quer isolar Flávio Bolsonaro. Só que esse é filho e faz parte do clã Bolsonaro. O vice-presidente que vinha afirmando que o caso Queiroz não tinha nada a ver com o governo agora afirma que não haverá interferência.
A ala judicialista ficou numa sinuca de bico, como se diz no bilhar, para se manter a força pura dos 3 poderes, tem que atuar (já que o COAF está sob sua jurisprudência), contudo como Flávio é do clã Bolsonaro o que dificulta a a atuação. Ao mesmo tempo não atuar demonstra sua parcialidade no caso.
O certo é que a imagem de Sérgio Moro, como paladino do combate a corrupção, já está arranhada devido ao seu silêncio de sete dias. Silêncio esses que só foi quebrado a milhares de quilômetros do país. Agora Sérgio Moro diz que a investigação segue em âmbito estadual, ou seja, sob a tutela do MP do Rio de Janeiro.
O certo é que a imagem de Sérgio Moro, como paladino do combate a corrupção, já está arranhada devido ao seu silêncio de sete dias. Silêncio esses que só foi quebrado a milhares de quilômetros do país. Agora Sérgio Moro diz que a investigação segue em âmbito estadual, ou seja, sob a tutela do MP do Rio de Janeiro.
O caso não ganha maior visibilidade por causa do rompimento da barragem do feijão em Brumadinho em MG. O mar de lama de lá está, momentaneamente, soterrando o mar de lama dos deputados estaduais do RJ denunciados pelo relatório do COAF.
Em 30 dias de mandato, até a presente data, nos deparamos com um jogo político com vários grupos se acotovelando no Planalto. Aos que acreditavam que um novo país estava nascendo ṕarece que o mesmo jogo político que a companha nossa república há muito tempo, anda a dar as caras em Brasília.
Nenhum comentário:
Postar um comentário