Antes de derreter sob um sol escaldante de 39°, mas com sensação térmica de 45°, me vi pensando na dificuldade dos brasileiros, sejam eles: trabalhadores assalariados, aqueles que estão fazendo bico ou os desempregados (na mesma condição que a minha), na busca de se manter no mercado de trabalho.
Como já comentei sou professor Categoria O, ou seja, professor contratado temporariamente pela secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Meu contrato foi aberto em 2015, com validade de 2 anos e prorrogado por mais um ano. Sendo assim, este ano o contrato teve término.
Não bastasse isto, meu contrato utiliza o número de minha Carteira de Trabalho, porém não sou celetista. Recolho normalmente o INSS, mas não tenho os direitos trabalhistas como FGTS, etc.
José Serra, o brilhante governador que instituiu o Categoria O em 2009, já se encontra devidamente aposentado pelo regime parlamentar, enquanto muitos professores se encontram na precariedade que "todos" os brasileiros irão experimentar com a flexibilização (nome pomposo) das leis trabalhistas.
Pelo visto minha cabeça não ferve somente pela temperatura externa do ônibus que utilizo enquanto escreve este post.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
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