Durante a maioria da campanha eleitoral de 2018 seremos bombardiados com os "projetos" que os presidenciáveis nos jogarão dizendo que são importantes para o Brasil. Nos estados os "projetos" se repetirão, agora na boca dos candidatos ao governo e senado. Conscientemente ou não os candidatos a deputado federal e estadual serão negligenciados, ora por terem pouco tempo, ora por não serem alvo de sua observação.
Os cargos majoritários no Brasil ganham um peso desproporcional e talvez por isso o povo odeie o presidente, deteste o governador e ridicularize o prefeito. Nos esquecemos que quem apoia ou se opõe aos atos destes são justamente os vereadores, deputados estaduais e federais. Não tratarei de prefeitos e vereadores pela obviedade das eleições de 2018.
Acompanhe meu raciocínio...
Esquecemos destes candidatos porque somos levados, até mesmo pelas promessas e falso protagonismo das campanhas, a acreditar que quem realmente tem poder são presidentes e governadores. Sim, eles tem sua responsabilidade e seu peso no sistema de governo, mas os "representantes" legislativos tem o poder de barrar ou de levar a cabo os "projetos" dos governantes.
Sendo assim, deveríamos nos preocupar muito com quem ocupa uma cadeira nas Assembleias Legislativas Estaduais e nas duas casas do Congresso Nacional. Eles barganham seus votos, leiloam apoio em troca de favores, ou seja, o famoso fisiologismo.
Porém, sem me deter na Operação Lava Jato segundo o Congresso em Foco :
"188 condenações, nehuma no STF [ até aquelemomento ], R$ 11,5 bilhões a serem recuperados, fruto de colaborações judiciais (R$ 1,9 bilhão já foi devolvido); 39 investigações em tribunais superiores (36 no STF); 103 mandados de prisão preventiva; 118 mandados de prisão temporária; 954 mandados de busca e apreensão; 227 mandados de condução coercitiva; 72 acusações criminais contra 289 investigados; 8 acusações de improbidade administrativa contra 50 pessoas físicas, 16 empresas e um partido político; 163 acordos de delação premiada firmados com pessoas físicas; 11 acordos de leniência, que são firmados com pessoas jurídicas; 395 pedidos de cooperação internacional encaminhados a 50 países; "
Quero focar nas "intenções" e posicionamentos dos parlamentares brasileiros. Devemos, como ato de cidadania, não reeleger nenhum parlamentar que votou contra o povo brasileiro. Em outras palavras:
- votou ou se posicionou pela Reforma da Previdência? Não merece seu voto;
- votou ou se posicionou pela Reforma Trabalhista aceitando a terceirização da atividade fim? Não merece seu voto;
- votou ou se manifestou pelo congelamento por 20 anos dos investimentos públicos e não tem vergonha de aumentar suas verbas e manter os privilégios parlamentares? Não merece seu voto;
- Votou ou se manifestou a favor da desvinculação dos royalties do pré-sal à Educação? Não merece seu voto;
E não separo aqui os senadores deste raciocínio. Já que vamos renovar 1/3 do Senado por que não usar o mesmo critério? Candituras novas, de verdade, no Congresso Nacional e nas Assembléias Legislativas podem até não resolver todos os problemas, mas irão substituir um péssimo grupo de parlamentares. Somente desdenhar dos políticos não nos levará a lugar algum, a cidadania se constrói na luta. Precisamos entender que temos o poder de redesenhar o Congresso, já que somos nós que elegemos aqueles que hoje criticamos.
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