Hoje, diante dos ataques aos direitos dos trabalhadores, precisamos rever nossas ações, aproveitar as mídias sociais e a internet para esclarecer o máximo possível toda a população brasileira. Desenvolver novas formas de luta dos trabalhadores (para além do mundo virtual) se faz urgente, não só para dar visibilidade mas também legitimidade as demandas daqueles que realmente criam o valor e a riqueza deste país.
Os trabalhadores estão com os direitos ameaçados pelas reformas da Previdência e Trabalhista.
E esta revisão não se resume somente ao patronato, devemos olhar para o lado, não para descaracterizar a luta dos trabalhadores, mas para impulsioná-la e afastar os entraves do lado de lá e do lado de cá. O caminho deve ser de crítica e autocrítica sempre que for necessário.
Nós que temos um pensamento de esquerda sempre fizemos boas críticas, mas falhamos sempre quando buscamos responder porque nossa luta não avança, porque nossas conquistas são travadas. Quase sempre jogamos a culpa na "conjuntura", nas forças retrógadas do sistema, etc.
Também contribuímos para o fracasso da luta dos trabalhadores quando por purismo não nos unimos. Os partidos que compõem o espectro político de esquerda no Brasil sempre se afastam por suas doutrinas, por suas visões "únicas" de como a classe trabalhadora deve lutar, ou por arrogância de acreditar que são a verdadeira vanguarda do proletáriado.
Do outro lado as bancadas da bala, dos "evangélicos" e do boi vão se articulando para aprovar tudo que os beneficiam e/ou frear os avanços que a sociedade brasileira vinha conquistando ao longo desses anos. Eles se articulam e nós nos fragmentamos em picuinhas doutrinárias.
Cabe agora criar uma agenda mínima das esquerdas e nos movimentar para superar as dificuldades e reverter esta onda retrógada que dilapida os direitos conquistados pelas árduas lutas dos trabalhadores. Precisamos aproveitar que a direita vem fragmentada, com vários candidatos nessas eleições de 2018 e se possível montar uma Frente de Esquerda para conquistar o maior número de cadeiras no Senado e na Câmara federal.
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