segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Aos mestres com carinho!!!

Como se mede a inteligência de alguém? Temos o famoso teste de QI (quociente de inteligência) que possivelmente será a resposta da maioria. Alguns vão questionar o teste e citar que a inteligência é bem mais do que testes lógicos, afinal ultimamente ouvimos falar tanto de inteligência emocional. Mas seria possível tocar ou segurar, a inteligência de uma pessoa? Eu creio que sim, e explico como.


Fui alfabetizado no fim dos anos de 1970 e começo de 1980 em uma escola municipal da cidade de São Paulo. A escola em questão é a EMEF Professora Iracema Marques da Silveira. Nesta escola tive o privilégio de ter como professoras D. Natalice e Vera Regina, a primeira me ensinou o que eram letras e números, a segunda expandiu meu universo de uma forma colossal.


Natalice foi minha base, foi o piso em que se ergueu todo meu conhecimento de mundo. Já no segundo ano frequentávamos a biblioteca da escola e nossas letras e números ganhavam novos cenários. Lá no terreno da escola subíamos em goiabeiras fingindo ser piratas… Letras, lógica e imaginação sendo cultivadas com ternura por nossa professora, sim minha professora era terna e sorria!!!


Vera Regina por sua vez aproveitou a base bem feita e nos trouxe muito mais. Em seu primeiro ano conosco meus textos cresceram, tomaram corpo e não conseguia mais parar de ler… Com ela fizemos teatro, formamos coral, tivemos pinceladas de artes. Durante os ensaios para peça Mogli o menino lobo, ela nos trouxe uma vitrola portátil com um compacto contando a história. Com ela soube a história de Geraldo Vandré e ouvi Pra não dizer que não falei das flores pela primeira vez.


Depois vieram outros mestres que igualmente me ajudaram nesta trajetória, a saber: professora Valquíria de Língua Portuguesa também na EMEF Iracema Marques da Silveira, professor Carlos de Filosofia e Professora Margarida de Química na EE Professor Aberto Conte. No ensino superior as contribuições das professoras Marly Viana, Maria Inês e Norma Venancio e os professores Valter Silvério. Aliás considero professoa Norma como a segunda Vera Regina.


Hoje, em um dia dos professores, onde até o clima chora pela situação da Educação no Brasil, vou responder a pergunta acima com um antigo sonho. Ao abraçar meus professores e minhas professoras literalmente estarei abraçando 50% de minha inteligência.

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