sábado, 19 de junho de 2021

Como dói o silêncio

Como dói o silêncio

Como dói o falar

Dói porque mata o sentimento

Dói porque mata o pensar

Dói porque a dor não se ausenta

Ela persiste em ficar... 

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Roteiro para aproveitar as aulas a distância




🅡🅞🅣🅔🅘🅡🅞 🇵​​​​​🇦​​​​​🇷​​​​​🇦​​​​​ 🇦​​​​​🇺​​​​​🇱​​​​​🇦​​​​​🇸​​​​​ 🇩​​​​​🇪​​​​​ 🇸​​​​​🇴​​​​​🇨​​​​​🇮​​​​​🇴​​​​​🇱​​​​​🇴​​​​​🇬​​​​​🇮​​​​​🇦​​​​​


  • Leitura atenta dos textos;
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  • Atenção absoluta ao assistir algum vídeo;
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  • Anotar suas observações e também suas dúvidas;
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  • Resuma seu entendimento do que foi a aula;
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  •  
  • Caso precise reveja novamente o passo que não ficou claro;
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  • E em caso de persistir a dúvida pergunte ao professor.  



quarta-feira, 29 de abril de 2020

"Temos Vagas"

Um belo dia dirás adeus
E não serás mais lembrado
Pois eras e ainda é um número
Um dos milhares que por ai existem

Mesmo criando a riqueza serás desprezado
E serão donos de sua Vida
E mentirão todos os dias
Dizendo que não crias nada
Dizendo que o produtor é o outro
Justamente o que te explora e que lucra com seu trabalho


Para te substituir alçarão outro corpo
Que depois de anos cederá ao cansaço
E também partirá abrindo uma vaga de "emprego"
E uma pequena nota
Trará à tona a necessidade vital de seu trabalho
"Temos Vagas"



Atílio Wenceslas

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Diáros da pandemia - relato inicial

Estamos entrando na quarta semana de isolamento social causado pela pandemia de  Covid-19, a quarentena começou dia 24-03-2020 aqui em São Paulo, e desde seu início temos polêmicas e debates sobre como proceder durante um período inédito na nossa história. Sem dúvida nenhuma estamos criando no inconsciente coletivo uma experiência sui generis para os brasileiros. 

Cada semana que acrescentamos ao isolamento, deve ter um impacto psicológico, espiritual, histórico, social, ou seja, se abaterá sobre a população mundial e especificamente a brasileira. Dependendo do grau em que avança, a forma como se deu em cada cidade e na vida individual de cada um, o contágio e as consequentes mortes, imprimirão em nossas mentes um fato tão grandioso que gerações o lembrarão.

Mas, como é de se esperar, a interpretação sobre a pandemia ganhará diversas narrativas, que por sinal já estão aí a nos rondar. É por isso que um relato deve ser registrado tentando em primeiro lugar aliviar a carga individual daquele que vos escreve, depois para ter material de futuro debate e por fim como fonte de registro de questões que vão se levantando a cada dia. 

É claro que este relato tem um ponto de vista, não é neutro, não busca se oferecer como a verdade, contudo minha observações aqui tem como base as indagações sociológicas, proveniente da minha formação, e orientará a maioria dos questionamentos e preocupações. É neste horizonte que enxergo a pandemia como um paradigma exemplar para se exercitar o olhar sociológico, para ver como socialmente cada individuo é formado e levado a acreditar nos modelos que socialmente são aceitos com naturalidade, como se fossem os únicos possíveis.

Isto posto, as próximas postagens trarão os relatos e os questionamentos que deles emergirão tentando compreender seus significados e seus possíveis desdobramentos. Cabe ainda ressaltar que se assim quisermos coletivamente, nossa realidade não será mais a mesma e poderemos ter um outro país pós-pandemia. 

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Desabafo 9102

Sabe aquele sensação de "sinuca de bico"? Você olha para um lado e levando em conta o que vive agora,  não vê um futuro. Olha para sua trajetória e vê que muito do que era "seu" ficou pelo caminho... Entregou os anéis para manter os dedos, mas os dedos que ficaram estão se atrofiando...

Acordar e não poder mais gritar. Silenciar sempre sua voz e nem poder comemorar os gols dos seu time de coração. Trabalhar para pagar as dívidas e contribuir para que o sistema sobreviva. Não poder ponderar NADA, pois o imediatismo dos mais próximos te cobra o preto no branco, a vida fácil do certo ou errado.

Eis o Triste fim de Policarpo Quaresma. te diria Lima Barreto. Ou Drummond iria te indagar E agora José?

O pior de tudo é não conseguir retrucá-los, não neste momento. O impasse pessoal e imobilismo coletivo assustam bem mais hoje aos 50 anos que antes. Para piorar sob a égide do cruel cotidiano ainda vejo a negativa de uma mínima crítica brotando no jardim do meu quintal.

Hoje nem um chá de erva cidreira, nem poema de Atílio Wenceslas me acalmariam...


domingo, 10 de novembro de 2019

O que a libertação de Lula pode nos ensinar?

Sexta-feira passada,  dia 08/11/2019, Luiz Inácio Lula da Silva foi solto da carceragem de Curitiba e causou euforia em parte da população brasileira. E não escondo que também fiquei contente. Porém, como muitos, foi mais uma reação de descontentamento com a conduta da Lava Jato, que uma esperança em dias melhores.

O que precisamos entender é que Lula está livre por causa das denuncias do The Intercept Brasil que sensibilizou o STF e por causa das próprias arbitrariedades da Lava Jato que ao solaparem a constituição possibilitaram este desfecho. Não nos enganemos, nem Lula está totalmente livre, nem a Lava Jato estava totalmente certa. 

O que se desenhará daqui em diante ainda não está claro. Há muitos cenários possíveis, e um até favoráveis ao Bolsonarismo, já que podem construir uma narrativa colocando o presidente sendo atacado por forças "comunistas", de "esquerda", e assim vitimizando um governo que não produziu nada de novo nesses 10 meses. Cenário este montado no bem sucedido maniqueísmo da campanha de 2018.

O PT também monta sua narrativa e se continuar no enredo que existiu um golpe orquestrado para impedir Lula (e o PT) de ganharem as eleições, onde Moro e Bolsonaro agiam juntos, apostando assim na manutenção do clima maniqueísta já citado, continuaremos polarizados e talvez, como a História sempre nos mostra, um outro caminho se construa e atropele as pretensões de bolsonaristas e de petistas.

A narrativa de criminalização do PT é frágil, mas ela trabalha com uma lógica forte: nós de esquerda somos suscetíveis a gatilhos que acionam nosso modo radical, e portanto passível de "controle" por parte de quem discursa. Quando apelam para o poder popular, o anticapitalismo, antiamericanismo, exploração de classe, nos inflamamos e aí respondemos de uma forma não racional. Mencionar nossas utopias também tem esse efeito.

Por causa desta sensibilidade discursiva é importante aprendermos a ouvir e tentar entender o que diz as entrelinhas dos discursos, das narrativas, das campanhas, dos slogans, etc. Para não sermos enredados e manipulados para o ataque e para a defesa de um projeto ou de outra possibilidade política.

    

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Para não perder o hábito

Dias vem e dias vão e acredito que escrever só é possível com tempo e como algo necessário ao externar mais que pensamentos. Há um movimento quase que natural para se buscar uma caneta, um caderno (tenho vários deles) e um canto de isolamento.

Não que nos falte assunto, o que nos falta é tesão para escrever com gosto e com a paixão necessária para que todas as palavras ganhem um significado maior que o simples registro. Em outras vezes escrevemos textos burocráticos e cheios de palavras que no fundo dizem nada!!!

Este parece ser um caso típico...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Se arrependimento matasse...

As vezes (ou todas as vezes sei lá) um ato pode mudar radicalmente nossa vida. Muitas das coisas pelas quais passei não me afligem mais, afinal de contas para amadurecer precisamos de tempo. O fato é que de vez em quando nos pegamos imaginando como seria nossa vida se ao invés de tomar aquele caminho, tivéssemos resistido e permanecido no anterior.

Hoje tenho amigos doutores, que na época da universidade eram simples colegas de turma. Alguns já acumulavam dois cursos antes de se graduar em Ciências Sociais: Andréa fazia Direito e Sociais ao mesmo tempo, Edilma fez Biblioteconomia, outros se tornaram mestres e depois doutores...

Um pouco antes de escrever minha monografia trabalhei na Incubadora de Cooperativas Populares da Universidade Federal de São Carlos e por causa deste trabalho modifiquei totalmente o foco, o tema, enfim, recomecei do zero a elaboração da monografia.

Do que me arrependo? De não ter seguido este caminho. Gosto da pesquisa, da leitura e de estruturar os pensamentos através do texto. Talvez não o faça com a competência necessária, mas eu gosto.

Levei 15 anos para voltar ao tema e perceber a riqueza e a singularidade (pelo menos para mim) do livro Uma utopia militante: Repensando o socialismo de Paul Singer. Singularidade que começa com a exposição e dicotomia dos conceitos de revolução política e revolução social, passa pelo estudo da formação do capitalismo na Inglaterra, assimilações e resistências da sociedade com esta nova ordem econômica, conquistas e derrotas da classe operária, erros e acertos do movimento operário, chegando aos implantes socialistas no capitalismo. E neste item as cooperativas ganham um destaque especial.

São pelo menos 10 anos perdidos de reflexão, de possibilidades de atuação, de criação de implantes socialistas, ou seja, de real luta socialista dentro da formação capitalista. Possibilidade esta que é sempre sufocada pela luta política, luta esta que é importante mas não muda a realidade dos oprimidos e por consequência dá sobrevida ao capitalismo.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Financiamento coletivo do meu livro

Como já tinha aventado, ano passado, aos meus alunos do Primeiro Termo A da EE Oscar Pereira Machado, vou publicar um livro com ajuda dos futuros leitores através de financiamento coletivo. E como isso se daria? Explico:

* 250 futuros leitores já comprariam antecipadamente o livro por R$ 20,00;

* Além do livro cada futuro leitor terá, como agradecimento, seu nome inserido em uma lista no próprio livro e irá sugerir o tema de um capítulo;

* O dinheiro garantirá, além da impressão da 1 edição, os fundos necessários para escrever e registrar o livro na Biblioteca Nacional.

* O livro conterá 10 capítulos, sendo que um deles será sugerido pelos futuros leitores de eleição.

Os temas já pré-definidos são: Movimento estudantil, livros que mudaram meus pensamentos, política, racismo, homofobia, ateísmo + religião + tolerância religioso, economia, amor & ódio, Educação. 

Os interessados devem mandar um e-mail para prof.claver@bol.com.br e obter maiores informações de como enviar o nome que constará na lista, fazer o depósito e a sugestão do tema.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Alguns meandros do poder

Infelizmente a maioria da população brasileira não se preocupa com a política. Muitos acreditam que ela atrapalha mais que ajuda no decorrer da vida cotidiana. Em parte este raciocínio está correto, somente em parte. Pois nosso corpo político é muito mal preparado, tem interesses pessoais acima do coletivo, se apropria do poder para seu bel-prazer e quase sempre está, em última análise, a serviço dos poder econômico, que é o poder que realmente comanda a nação.

Quando entro no ônibus, preciso de um atendimento no posto de saúde, matriculo meu filho na escola, quando descontam o imposto de renda do salário, preciso me alistar, ou votar, eis que tudo isso evolveu a política. Seja ela vinda da Prefeitura, do Estado ou do Governo.

E a política tem suas formas peculiares, seus meandros, suas formas evidentes  e suas ocultadas. O que para o povo é "tudo roubalheira"; "tudo palhaçada", "tudo privilégio", é a parte evidente, aquilo que nos salta aos olhos e nos enoja. Realmente esta parte da política existe, pois o poder nos concede (ao que outros diriam corrompe) direitos acima dos demais.

Dito isso, veja como é interessante para os donos do poder que a população continue acreditando neste lado da política como o único lado possível. Pois enquanto focamos somente no lado evidente, sempre desqualificaremos a política e a trataremos como um jogo de cartas marcadas e nunca buscaremos o bem comum através de ações sabidamente políticas.

Como dói o silêncio

Como dói o silêncio Como dói o falar Dói porque mata o sentimento Dói porque mata o pensar Dói porque a dor não se ausenta Ela persiste em f...