Sabe aquele sensação de "sinuca de bico"? Você olha para um lado e levando em conta o que vive agora, não vê um futuro. Olha para sua trajetória e vê que muito do que era "seu" ficou pelo caminho... Entregou os anéis para manter os dedos, mas os dedos que ficaram estão se atrofiando...
Acordar e não poder mais gritar. Silenciar sempre sua voz e nem poder comemorar os gols dos seu time de coração. Trabalhar para pagar as dívidas e contribuir para que o sistema sobreviva. Não poder ponderar NADA, pois o imediatismo dos mais próximos te cobra o preto no branco, a vida fácil do certo ou errado.
Eis o Triste fim de Policarpo Quaresma. te diria Lima Barreto. Ou Drummond iria te indagar E agora José?
O pior de tudo é não conseguir retrucá-los, não neste momento. O impasse pessoal e imobilismo coletivo assustam bem mais hoje aos 50 anos que antes. Para piorar sob a égide do cruel cotidiano ainda vejo a negativa de uma mínima crítica brotando no jardim do meu quintal.
Hoje nem um chá de erva cidreira, nem poema de Atílio Wenceslas me acalmariam...
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