quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Se arrependimento matasse...

As vezes (ou todas as vezes sei lá) um ato pode mudar radicalmente nossa vida. Muitas das coisas pelas quais passei não me afligem mais, afinal de contas para amadurecer precisamos de tempo. O fato é que de vez em quando nos pegamos imaginando como seria nossa vida se ao invés de tomar aquele caminho, tivéssemos resistido e permanecido no anterior.

Hoje tenho amigos doutores, que na época da universidade eram simples colegas de turma. Alguns já acumulavam dois cursos antes de se graduar em Ciências Sociais: Andréa fazia Direito e Sociais ao mesmo tempo, Edilma fez Biblioteconomia, outros se tornaram mestres e depois doutores...

Um pouco antes de escrever minha monografia trabalhei na Incubadora de Cooperativas Populares da Universidade Federal de São Carlos e por causa deste trabalho modifiquei totalmente o foco, o tema, enfim, recomecei do zero a elaboração da monografia.

Do que me arrependo? De não ter seguido este caminho. Gosto da pesquisa, da leitura e de estruturar os pensamentos através do texto. Talvez não o faça com a competência necessária, mas eu gosto.

Levei 15 anos para voltar ao tema e perceber a riqueza e a singularidade (pelo menos para mim) do livro Uma utopia militante: Repensando o socialismo de Paul Singer. Singularidade que começa com a exposição e dicotomia dos conceitos de revolução política e revolução social, passa pelo estudo da formação do capitalismo na Inglaterra, assimilações e resistências da sociedade com esta nova ordem econômica, conquistas e derrotas da classe operária, erros e acertos do movimento operário, chegando aos implantes socialistas no capitalismo. E neste item as cooperativas ganham um destaque especial.

São pelo menos 10 anos perdidos de reflexão, de possibilidades de atuação, de criação de implantes socialistas, ou seja, de real luta socialista dentro da formação capitalista. Possibilidade esta que é sempre sufocada pela luta política, luta esta que é importante mas não muda a realidade dos oprimidos e por consequência dá sobrevida ao capitalismo.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Financiamento coletivo do meu livro

Como já tinha aventado, ano passado, aos meus alunos do Primeiro Termo A da EE Oscar Pereira Machado, vou publicar um livro com ajuda dos futuros leitores através de financiamento coletivo. E como isso se daria? Explico:

* 250 futuros leitores já comprariam antecipadamente o livro por R$ 20,00;

* Além do livro cada futuro leitor terá, como agradecimento, seu nome inserido em uma lista no próprio livro e irá sugerir o tema de um capítulo;

* O dinheiro garantirá, além da impressão da 1 edição, os fundos necessários para escrever e registrar o livro na Biblioteca Nacional.

* O livro conterá 10 capítulos, sendo que um deles será sugerido pelos futuros leitores de eleição.

Os temas já pré-definidos são: Movimento estudantil, livros que mudaram meus pensamentos, política, racismo, homofobia, ateísmo + religião + tolerância religioso, economia, amor & ódio, Educação. 

Os interessados devem mandar um e-mail para prof.claver@bol.com.br e obter maiores informações de como enviar o nome que constará na lista, fazer o depósito e a sugestão do tema.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Alguns meandros do poder

Infelizmente a maioria da população brasileira não se preocupa com a política. Muitos acreditam que ela atrapalha mais que ajuda no decorrer da vida cotidiana. Em parte este raciocínio está correto, somente em parte. Pois nosso corpo político é muito mal preparado, tem interesses pessoais acima do coletivo, se apropria do poder para seu bel-prazer e quase sempre está, em última análise, a serviço dos poder econômico, que é o poder que realmente comanda a nação.

Quando entro no ônibus, preciso de um atendimento no posto de saúde, matriculo meu filho na escola, quando descontam o imposto de renda do salário, preciso me alistar, ou votar, eis que tudo isso evolveu a política. Seja ela vinda da Prefeitura, do Estado ou do Governo.

E a política tem suas formas peculiares, seus meandros, suas formas evidentes  e suas ocultadas. O que para o povo é "tudo roubalheira"; "tudo palhaçada", "tudo privilégio", é a parte evidente, aquilo que nos salta aos olhos e nos enoja. Realmente esta parte da política existe, pois o poder nos concede (ao que outros diriam corrompe) direitos acima dos demais.

Dito isso, veja como é interessante para os donos do poder que a população continue acreditando neste lado da política como o único lado possível. Pois enquanto focamos somente no lado evidente, sempre desqualificaremos a política e a trataremos como um jogo de cartas marcadas e nunca buscaremos o bem comum através de ações sabidamente políticas.

Como dói o silêncio

Como dói o silêncio Como dói o falar Dói porque mata o sentimento Dói porque mata o pensar Dói porque a dor não se ausenta Ela persiste em f...